Introdução: A Maçonaria como Sentinela da Pátria
Historicamente, a Maçonaria tem sido a força motriz por trás de grandes movimentos de libertação nacional e consolidação republicana, especialmente nas Américas. No entanto, o patriotismo maçónico não deve ser confundido com nacionalismo cego ou xenofobia. Para o maçom, amar a pátria é um dever moral que deriva do seu compromisso com a humanidade.
Neste artigo, exploraremos como a Ordem instrui os seus membros a serem cidadãos exemplares, defensores das leis justas e arquitetos do progresso social, sem nunca perder de vista a fraternidade universal.
A Pátria como a Família Ampliada
Na visão de Raymundo D’Elia Junior, o coração do maçom vê a pátria de diferentes formas: “Quando o coração se pronuncia, a Pátria é o Berço; quando o ideal fala, a Pátria é a Humanidade”. Para o Aprendiz, o dever patriótico começa no respeito às instituições e ao cumprimento rigoroso da lei.
A Maçonaria ensina que o iniciado deve ser o primeiro a combater a tirania e a injustiça dentro da sua própria nação. Ser patriota maçonicamente significa trabalhar para que a sua terra seja um lugar onde a liberdade, a igualdade e a fraternidade não sejam apenas palavras num papel, mas realidades vividas por todos os cidadãos.
O Maçom e as Leis Justas
Um ponto central na relação entre Maçonaria e Patriotismo é o respeito às “Leis Justas”. O maçom é instruído a respeitar e fazer respeitar as normas vigentes, mas também a combater com postura e sabedoria as leis que necessitam ser revistas por serem contrárias à dignidade humana.
O maçom não conspira contra o Estado; ele trabalha para aperfeiçoá-lo. O seu patriotismo manifesta-se no pagamento honesto de impostos, na participação política consciente (sem levar o partidarismo para dentro da Loja) e na defesa da soberania nacional contra qualquer forma de opressão externa ou interna.
Referência Bibliográfica (ABNT)
D’ELIA JUNIOR, Raymundo. Maçonaria: 100 Instruções de Aprendiz. São Paulo: Madras, 2007.