A Alavanca na Maçonaria: A Força da Vontade e da Inteligência

Introdução: Superando a Inércia

Na construção operativa, a alavanca é o instrumento que permite ao homem mover pesos que seriam impossíveis de deslocar apenas com a força muscular. Na Maçonaria Especulativa, este instrumento assume uma dimensão psicológica e filosófica vital: ela representa o poder da vontade dirigida.

Para o Aprendiz, a alavanca (ou o pé de cabra, dependendo do rito) é um símbolo de superação. Neste artigo, veremos como a Maçonaria utiliza a física clássica para explicar a evolução moral do indivíduo.

A Física da Vontade

A Alavanca baseia-se num princípio simples: um ponto de apoio e uma barra rígida. Na Maçonaria:

  1. A Barra: Representa a nossa vontade inquebrantável.

  2. O Ponto de Apoio: Representa a nossa base moral e o conhecimento recebido na Ordem.

  3. O Peso a ser movido: Representa os nossos vícios, preconceitos e as dificuldades da vida.

A Alavanca na Maçonaria ensina que a força bruta, por si só, é inútil ou destrutiva. Mas quando aliamos a força (o Maço) à inteligência do ponto de apoio, tornamo-nos capazes de remover as pedras mais pesadas do nosso caminho evolutivo.

A Alavanca e a Inteligência

Arquimedes dizia: “Dê-me um ponto de apoio e eu moverei o mundo”. O maçom utiliza a alavanca para mover o seu “mundo interior”. Ela é o símbolo da inteligência que multiplica o esforço. Quando um irmão enfrenta um problema aparentemente insolúvel no mundo profano, a alavanca maçónica lembra-o de que ele deve procurar o ponto de apoio correto — a razão, a ética e a fraternidade — para alavancar a solução.

Conclusão: Multiplicando Virtudes

A Alavanca na Maçonaria é o instrumento do otimismo. Ela prova que nenhum obstáculo é eterno se soubermos onde apoiar a nossa fé e a nossa razão. Ao dominar este instrumento, o Aprendiz deixa de ser uma vítima das circunstâncias para se tornar o motor da sua própria transformação.


Referência Bibliográfica (ABNT)

D’ELIA JUNIOR, Raymundo. Maçonaria: 100 Instruções de Aprendiz. São Paulo: Madras, 2007.

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