O Marquês de Lafayette, general francês que lutou ao lado de George Washington na Guerra de Independência americana e depois viveu os turbulentos anos da Revolução Francesa, é uma das figuras mais conectadas à rede maçônica que uniu as duas revoluções do século XVIII.
Veja neste artigo como a trajetória de Lafayette se cruzou com a Maçonaria dos dois lados do Atlântico.

Um jovem francês na Revolução Americana
Lafayette chegou à América ainda jovem, em 1777, para lutar ao lado dos revolucionários contra a coroa britânica. Nesse período, aproximou-se de oficiais e líderes políticos americanos — muitos deles maçons, como o próprio George Washington — em um ambiente onde Lojas militares funcionavam como espaço de integração entre franceses e americanos.
De volta à França revolucionária
Ao retornar à França, Lafayette manteve contato com círculos maçônicos parisienses, num momento em que Lojas como a das Nove Irmãs — à qual Voltaire fora afiliado — reuniam nomes ligados aos ideais iluministas que alimentariam a Revolução Francesa de 1789.
Um elo entre dois mundos revolucionários
- Amizade com Washington: Lafayette manteve correspondência e laço de amizade duradouro com Washington após a guerra.
- Círculo iluminista francês: sua rede de contatos incluía figuras ligadas aos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade — princípios também caros à Maçonaria especulativa.
- Símbolo transatlântico: sua figura é lembrada como ponte entre os ideais revolucionários americano e francês.
Um nome que atravessa duas revoluções
A trajetória de Lafayette ilustra como redes de sociabilidade — entre elas a maçônica — ajudaram a conectar os movimentos revolucionários do fim do século XVIII, unindo ideais de liberdade que ecoariam dos dois lados do Atlântico.
Lafayette foi maçom? O que dizem os documentos
Sim — Lafayette foi maçom, mas o local e a data de sua iniciação continuam em discussão, porque não há ata conhecida que a registre. Historiadores franceses apontam Lojas parisienses, como La Candeur ou Contrat Social, antes de sua partida para a América; já a tradição americana sustenta que ele teria sido feito maçom em uma Loja militar do Exército Continental, possivelmente em Valley Forge, durante o inverno de 1777–1778.
O que é certo é que, em vida, ele era reconhecido como irmão nas Lojas dos dois países, e vários objetos maçônicos a ele atribuídos — como aventais bordados — são conservados em coleções americanas.
A turnê americana de 1824–1825
Quando voltou aos Estados Unidos a convite do presidente James Monroe, quase meio século após a guerra, Lafayette foi recebido por Lojas e Grandes Lojas em dezenas de cidades. Em setembro de 1824 tornou-se maçom do Arco Real em Nova York e, ao longo da viagem, participou de cerimônias de lançamento de pedras fundamentais, como a do monumento de Bunker Hill, em Boston, em 1825. Muitas Lojas americanas fundadas nesse período adotaram seu nome.
Um símbolo de liberdade nos dois lados do Atlântico
Lafayette morreu em Paris em 1834 e foi sepultado sob terra trazida de Bunker Hill. Sua figura sintetiza o ideal do maçom ilustrado do século XVIII: militar, político e defensor de direitos civis, presente tanto na independência americana quanto nos debates da Revolução Francesa.
Perguntas frequentes
Lafayette lutou ao lado de quem na Revolução Americana? Ao lado de George Washington e das tropas revolucionárias americanas, a partir de 1777.
Lafayette foi maçom? Sim. O local exato da iniciação é discutido — Paris ou uma Loja militar americana —, mas ele era reconhecido como irmão nas Lojas da França e dos Estados Unidos.
Qual era a relação de Lafayette com Washington? Uma amizade pessoal duradoura, construída durante a guerra e mantida por correspondência ao longo da vida.
Conclusão
Lafayette representa o elo humano entre duas revoluções que marcaram o fim do século XVIII, com redes de sociabilidade maçônica presentes em ambos os lados do Atlântico. Veja outros termos no Dicionário Maçônico.
Referências bibliográficas
- GOULD, Robert Freke. História da Maçonaria.
- MACKEY, Albert G. Enciclopédia da Maçonaria.
Fonte de referência histórica: Marquês de Lafayette (Wikipédia).
